sábado, 7 de maio de 2011

Estrelas no teto...

Quem nunca teve estrelinhas fosforecentes coladas no teto ou na parede do quarto? Ou algum boneco/boneca que tivesse alguma coisa que brilhava no escuro? Quem não se lembra daqueles bonequinhos da coca-cola cabeçudos e tal que os olhos também brilhavam no escuro (e alguns, brilhavam por completo)? Não sei vocês, mas coisas que brilham no escuro me encantam.
Na verdade, simplesmente essas coisas me remetem à infância, mas não infância como "algo do passado", mas principalmente à parte viva dela. Quero dizer, eu cresci, mudei, mudei de novo, voltei ao que era ates, mudei mais uma vez, e agora estou assim; e durante todo esse tempo, as estrelhinhas do teto continuaram lá, brilhando pra mim toda noite. Os esqueletos de dinossauro continuaram lá, velando meu sono como aquele borrão brilhoso esverdeado pra caso os ET's dos discos voadores quisessem decer e me levar pra uma das tantas luas coladas no teto do meu quarto. Eu tinha medo de dinossauros quando criança, embora adorasse estudá-los. Eu tinha medo de ET's quando criança embora gostasse de ouvir falar sobre eles. E hoje, essa parcela continua comigo, de noite, quando vou dormir - quando estou sonhando talvez - e eles ficam lá, brilhando até eu pegar no sono.
Por que eu tenho um céu só meu no meu quarto. E quando olho pra ele, não são só estrelas, luas, sóis, saturnos e estrelas cadentes que eu vejo. O que eu vejo ali são coisas só minhas, mas aposto que qualquer um que olhe - se assim desejar - pode ver coisas tão interessantes quanto.
O brilho delas morre toda noite, de forma que se eu acordar no meio da madrugada, não estarão mais brilhando, mas eu entendo: essas coisas tambem tem que descansar. Nada brilha incessantemente para sempre. Quando elas brilham, sinto de novo aquela sensação de estar no completo escuro, só elas e eu, e eu não posso me ver; não tem ninguem que possa me dizer que não sou mais criança se eu não quiser acreditar. Ai eu durmo, elas param de brilhar como se disessem "pronto, ela ja dormiu, agora só amanhã". E assim acabo me dando ao luxo de me sentir um pouco criança sempre, quando vou dormir. Olho pra essas coisas e o seu brilho me faz pensar no futuro ou voltar ao passado.
Minha mãe ja perguntou várias vezes por que não tiro as estrelas do teto, por que não dou os dinossauros a uma creche, algo assim. Não considerem como egoismo, mas é apenas que essas coisas são minhas. Minhas, nao em matéria, mas em essencia. As estrelas vão continuar no teto, até quando eu me mudar, ai comprerei novas estrelas pra pavimentar meu novo quarto, e quando eu for mãe colocarei novas estrelas pra brilhar no quarto de meus filhos(as) para que eles tambem possam ter seus proprios céus, e quando eu estiver bem velha pedirei que coloquem essas estrelas no teto do meu quarto pra velar meu ultimo sono e pela ultima vez me dizerem que "pronto, ela já dormiu".
E mesmo assim eu sei, que em todos os apartementos e casas que eu venha a deixar estrelas no teto do quarto elas não vão ser tiradas.
Porquê? Ora, convenhamos; ninguém tem cogarem de arrancar estrelas do teto do seu quarto.

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