quarta-feira, 11 de maio de 2011

GUCCI Rush2


Demorei uns 3 dias ou mais pra começar esse post. Tive que usar o perfume por 2 dias p fzer uma avaliação mais completa.
Por onde posso começar? Bem, Rush 2 é um perfume linear, assim como as linhas retas do seu frasco. Acho que foi o que mais me chamou a atenção nele; o fato dele ser exatamente igual do inicio ao fim. Ele não segue a estrutura tradicional e piramidal de notas de saida, corpo e base; ele é igual do momento em que vc coloca até o "ultimo suspiro". Acho que podemos dizer que é um perfume sincero.
Foi criado em 2001 por Michel Almairac, mesmo criador do seu "irmão mais velho" o Rush 1. O cheiro de Rush 2 é no minimo incomum. Ele é um floral fresco, mas não é aquele cheiro de "mato" que muitos podem estar pensando depois de ler "floral fresco". Você sente perfeitamente o cheiro de todas as flores (freesia, lirios do vale, narciso...) e as notas de madeiras se responsabilizam pelo frescor da obra. Acredito que seja uma ótima opção para o dia-a-dia, já que consegue ser leve e diferenciado ao mesmo tempo. O que pra mim contaram alguns pontos negativos é que eu esperava mais da fixação. Quero dizer, depois de pouco mais de 1h já não é mais aquele cheiro todo. Mas, sendo o EDT, isso ja era previsível.
A algumas pessoas que sentiram, o cheiro remeteu à infancia. A mim não, a mim simplesmente me passou a ideia de um grande jardim luxuoso e muito bem cuidado, logo no raiar de um dia com uma chuva fininha, que faz com que o cheiro das flores, folhas, madeiras e tudo o mais invada os sentidos. E você fica lá observando e se deixando levar pelo cheiro lindo das flores...

sábado, 7 de maio de 2011

Estrelas no teto...

Quem nunca teve estrelinhas fosforecentes coladas no teto ou na parede do quarto? Ou algum boneco/boneca que tivesse alguma coisa que brilhava no escuro? Quem não se lembra daqueles bonequinhos da coca-cola cabeçudos e tal que os olhos também brilhavam no escuro (e alguns, brilhavam por completo)? Não sei vocês, mas coisas que brilham no escuro me encantam.
Na verdade, simplesmente essas coisas me remetem à infância, mas não infância como "algo do passado", mas principalmente à parte viva dela. Quero dizer, eu cresci, mudei, mudei de novo, voltei ao que era ates, mudei mais uma vez, e agora estou assim; e durante todo esse tempo, as estrelhinhas do teto continuaram lá, brilhando pra mim toda noite. Os esqueletos de dinossauro continuaram lá, velando meu sono como aquele borrão brilhoso esverdeado pra caso os ET's dos discos voadores quisessem decer e me levar pra uma das tantas luas coladas no teto do meu quarto. Eu tinha medo de dinossauros quando criança, embora adorasse estudá-los. Eu tinha medo de ET's quando criança embora gostasse de ouvir falar sobre eles. E hoje, essa parcela continua comigo, de noite, quando vou dormir - quando estou sonhando talvez - e eles ficam lá, brilhando até eu pegar no sono.
Por que eu tenho um céu só meu no meu quarto. E quando olho pra ele, não são só estrelas, luas, sóis, saturnos e estrelas cadentes que eu vejo. O que eu vejo ali são coisas só minhas, mas aposto que qualquer um que olhe - se assim desejar - pode ver coisas tão interessantes quanto.
O brilho delas morre toda noite, de forma que se eu acordar no meio da madrugada, não estarão mais brilhando, mas eu entendo: essas coisas tambem tem que descansar. Nada brilha incessantemente para sempre. Quando elas brilham, sinto de novo aquela sensação de estar no completo escuro, só elas e eu, e eu não posso me ver; não tem ninguem que possa me dizer que não sou mais criança se eu não quiser acreditar. Ai eu durmo, elas param de brilhar como se disessem "pronto, ela ja dormiu, agora só amanhã". E assim acabo me dando ao luxo de me sentir um pouco criança sempre, quando vou dormir. Olho pra essas coisas e o seu brilho me faz pensar no futuro ou voltar ao passado.
Minha mãe ja perguntou várias vezes por que não tiro as estrelas do teto, por que não dou os dinossauros a uma creche, algo assim. Não considerem como egoismo, mas é apenas que essas coisas são minhas. Minhas, nao em matéria, mas em essencia. As estrelas vão continuar no teto, até quando eu me mudar, ai comprerei novas estrelas pra pavimentar meu novo quarto, e quando eu for mãe colocarei novas estrelas pra brilhar no quarto de meus filhos(as) para que eles tambem possam ter seus proprios céus, e quando eu estiver bem velha pedirei que coloquem essas estrelas no teto do meu quarto pra velar meu ultimo sono e pela ultima vez me dizerem que "pronto, ela já dormiu".
E mesmo assim eu sei, que em todos os apartementos e casas que eu venha a deixar estrelas no teto do quarto elas não vão ser tiradas.
Porquê? Ora, convenhamos; ninguém tem cogarem de arrancar estrelas do teto do seu quarto.

terça-feira, 3 de maio de 2011

"Oui, ces't moi"

"LouLou, quand le parfum se fait caresse"







Embora eu tenha essa paixão a tempos eu demorei muito para externa-la aqui no blog: perfumes.
Amo perfumes, nao só como acessorios/cosmeticos, mas como arte. Eu cheiro um perfume como quem ouve uma música ou como quem vê um quadro ou como quem conhece alguem. Não é por acaso que pretendo trabalhar com eles. No entanto, esse não é o post em que eu quero falar de perfumes no geral. Quero falar de um perfume em especial, e antes disso digo o motivo pelo qual eu nao quis falar de perfumes antes: apenas não sinto que eu tenha cohecimento suficiente. Então aos perfumistas ou aspirantes (quase que literalmente -q) de plantão, perdoem as besteiras que eu possa dizer. No etanto, evitarei falar tecnicamente, tanto por que não sei.
Sem mais rodeios, essa semana um perfume que eu tenho a miniatura a um tempo me chamou a atenção: Lou Lou, de Cacharel. Um sucesso dos anos 80, se nao me engano.
Pois bem, por que derrepente esse perfume me chamou a atenção? Por causa de sua personalidade. Falar desse perfume, é como de fato falar de uma pessoa, de uma mulher poderosa, única, sedutora e segura. Notem, eu falei uma MULHER. No sentido mais puro da palavra.
Ontem conversando sobre ele com minha mae, ela me pediu pra cheira-lo. Fui la buscar, e até disse "cuidado, você pode achar forte demais se cheirar muito de perto". E quando ela cheirou, achou forte, e bom. E depois ainda completou "mas ele tem algo de suave no fundo".
Existem pessoa timidas, que so mostram a força que tem depois que conhecemos a certo tempo. E assim como as pessoas, boa parte dos perfumes chega com notas suaves e refrescantes no início pra depois irem ficando as notas mais marcantes e duradouras, de forma que o cheiro fica, digamos que "linear". Lou Lou é diferente. Ela é como uma daquelas mulheres que chega e chama atenção, não por estar ou ser espalhafatosa ou bonita, ou por estar perfeita. Ela chama a atenção por ser exatamente o que é. Sem mais nem menos, ela nao tem medo de ousar, de dizer o que pensa, de mostrar quem é e o que quer, sem abrir mão da elegancia. Nem sempre gostam dela, mas ainda assim, pra bom ou pra ruim, ela chama a atenção. Força, essa é a primeira impressão de Lou Lou.
E no segundo momento, ao contrário dos perfumes ou das pessoas "lineares", Lou Lou se mostra não só a mulher que é capaz de se impor, mas tambem a mulher suave, calma, doce - e por que não - a menina. A questão é que ela nao mostra isso a todos, só a quem se da ao trabalho de conhecê-la, alem da sua força. Não que ela use uma mascara, nunca, jamais, Lou Lou nao precisa de mascaras, ela nao está preocupada em agradar, ela apenas inverte a polarização. E ai é que mora uma das coisas mais lindas nesse perfume: mesmo quando chegam as notas mais suaves, você ainda sente aquele cheiro forte, poderoso e ousado, aquele da primeira impressão, aquele que te marcou. Um doce incensado, um musk atalcado, algo assim. Suave e forte, simultaneamente.
Se depois de ler tudo isso você pensa "aah, agora eu quero sentir esse perfume", lamento dizer que talvez vc se decepcione, pois a maioria das pessoas acha que ele tem um cheiro muito "antigo". Eu disse, Lou Lou pode nao agradar a todos, mas chama a atenção, independentemente. Não vá esperando sentir SÓ um perfume fantástico, vá esperando conhecer uma mulher, quase que uma "Tigresa de unhas negras e iris cor de mel" de Caetano, completa, com polarizaçoes e fases. E quato ao perfume em si, é em relação a perfumes como esses que eu costumo dizer que "um perfume deve desabrochar na pele de quem o usa, assim como uma flor". Lou Lou é uma flor exuberante e opulenta, no entanto com pétalas delicadas e cuidadosamente sobrepostas entre si, que desabrocha lentamente e vai nos revelando novas surpresas a medida que conhecemos.













O nome do post foi o slogan da propaganda do perfume, do francês "sim, esta sou eu", que de certa forma, resume toda a obra que este perfume é.

Marcadores